sábado, 25 de março de 2017

Mais uma loja histórica com fim à vista? A Antiga Casa Faz Frio lá escapou / As lojas tradicionais da Baixa: desafios presentes e futuros





Mais uma loja histórica com fim à vista? A Antiga Casa Faz Frio lá escapou
Primeiro o medo: A Antiga Casa Faz Frio, na rua D. Pedro V, é mais uma vítima da Lei das Rendas e da turistificação da cidade. Podia ser, mas a promessa é que não será. O restaurante mudou de mãos mas o novo dono garante que a história vai ali permanecer intacta.

ANA FERNANDES 24 de Março de 2017, 20:30

O alarme soou estridente: mais uma casa histórica de Lisboa está com os dias contados. A Antiga Casa Faz Frio, um restaurante perto do Príncipe Real, que já contornou o centenário há uns valentes anos, fecha no fim do ano, anunciou-se. Fez-se a petição, onde se lia que a previsão é que o interior seja totalmente destruído, mil assinaram e o assunto caiu nas redes sociais como fogo na palha. Só que não é essa a intenção do novo proprietário, que não só quer manter o restaurante como melhorá-lo sem o descaracterizar.

É uma causa que galvaniza. A sua idade não é certa – fala-se em 120, outros em 150 anos. A única referência certa é o alvará de 1928 mas a sua origem remonta provavelmente à década de 60 do século XIX, garante Mário Gouveia, um dos sócios do Faz Frio. Nasceu como casa de pasto, provavelmente teria também uma estalagem.

Além do pavimento em pedra, dos velhos azulejos, destacam-se três pequenos compartimentos em madeira, que subdividem o restaurante. Nas paredes destas divisórias estão 28 pregões de Lisboa, evocando as figuras populares do comércio da cidade.

São estes elementos que muitos receiam ver completamente destruídos para que ali nasça algo “gourmet” ou “modernaço”. “Mentira”, assegura Jorge Godinho, que comprou a sociedade aos ainda donos do restaurante, que ali permanecerão até final do ano.

“Vamos manter o restaurante, fazendo algo o mais aproximadamente possível ao que está mas dando outras condições pois como está ninguém lá vai”, diz Godinho. “Vamos fazer o que hoje se faz mas em bom”, assegura. Quanto aos elementos históricos são para manter, dignificando-os.

O projecto de alterações não está concluído mas há modificações inevitáveis: “O balcão é em inox, horrível, as casas de banho são minúsculas, só lá cabem mini-pessoas, o cheiro da cozinha mete-se todo nos andares de cima. Isto tudo é para mudar, preservando o que tem de bom – os azulejos, o chão, os quadros ou os pilares”, exemplifica. “Quero dignificar, melhorar, dar mais salubridade a um espaço que o merece”, reforça.

Nunca questionado sobre as suas intenções, Jorge Godinho viu-se numa máquina trituradora de críticas e acusações. “Não sou contra a petição, sou contra as mentiras que lá estão”, sublinha.

O problema é que a petição parte logo do princípio que é tudo para destruir. Algo de que Mário Gouveia se mostrou também inicialmente convencido - "Vão partir isto tudo", chegou a dizer ao PÚBLICO. Um receio em que não era acompanhado pelo outro sócio – maioritário, com 70% – que critica o rebuliço criado por quem nunca teve os dados todos na mão.

Filho de um cozinheiro da Marinha que chegou ao Faz Frio há 46 anos e que se juntou a outros comandantes que ali davam palco aos petiscos ligados ao mar, Manuel Sequeira assegura que a transição foi tranquila e mostra-se descansado quanto ao futuro do restaurante.

“O prédio foi comprado há dois anos e o senhorio tinha os seus planos para o restaurante. Ainda contactámos as Lojas com História mas eles não têm capacidade para inverter nada. A lei das rendas é como é e, apesar de ainda termos contrato por alguns anos, decidimos chegar a acordo e estamos satisfeitos”, garante.

A sociedade actual nasce em 1970 com seis sócios. O pai de Manuel Sequeira foi comprando quotas ao longo do tempo e o filho também. Recentemente, Mário Gouveia, empregado do restaurante, juntou-se à sociedade, ficando com 30%.

A proximidade ao Parlamento deu-lhe a fama de abrigar tertúlias e conspirações – os compartimentos em madeira ajudaram a criar esta aura de clandestinidade. Segundo Mário Gouveia, o seu nome virá do facto de ter uma porta para as traseiras que estava sempre aberta para fugas intempestivas, o que gerava grandes correntes de ar. Os conspiradores, assegura, “diziam que iam ao restaurante onde faz frio, e assim ficou o nome”.

Se assim é ou não, não interessa. O certo é que é parte da memória de uma cidade e a sua defesa mobilizou centenas. Jorge Godinho não os leva a mal e percebe as boas intenções. Mas tenta sossegar os receios, deixando um apelo: Vão lá, contribuam para que a casa não acabe ameaçada por falta de rentabilidade.



Apesar de tudo avançou-se na pressão da Opinião Pública e na vigilância alertada da Comunicação Social . Vamos ver agora (já se passaram dois anos depois das anunciadas intenções) o que sai concretamente, a nível legislativo, do Parlamento.
António Sérgio Rosa de Carvalho / OVOODOCORVO / 25-3-2017

As lojas tradicionais da Baixa: desafios presentes e futuros
Finalmente, os proprietários das Lojas Tradicionais encontraram-se em Lisboa, e estabeleceram contacto através de uma plataforma de “cidadania”.

25 de Junho de 2015, 2:39

Este é o exacto título de um artigo da minha autoria, inserido no volume intitulado “Reabilitação Urbana: bases para uma intervenção de salvaguarda”, publicado em Junho de 2005 pela CML, com a coordenaçào editorial de João Mascarenhas Mateus, exemplo de um completo estudo de conteúdo, no contexto preparatório da classificação da Baixa a Património Mundial.

Isto é relevante, agora que a CML anunciou a sua intenção de reactivar a ideia da Classificação, estendendo-a aos bairros históricos e simultaneamente voltar a repetir a ideia/intenção, tantas vezes repetida, de promover o programa “Lojas com História”, onde se pretende simultaneamente defender as características culturais/patrimoniais dos estabelecimentos históricos e promover o comércio tradicional.

Ora, precisamente no artigo acima referido e também em artigo publicado no PÚBLICO em 16/07/2006 Made in Portugal, eu descrevo as experiências que tive oportunidade de desenvolver em lojas tradicionais com interiores de valor histórico, em permanente colaboração com a Unidade de Projecto Baixa-Chiado e o então IPPAR.

Assim, na antiga alfaitaria Rosado Pires, na Rua Augusta, conseguiu-se convencer o novo proprietário a manter todo o interior intacto, utilizando a sua autenticidade como uma mais valia. Pena que, com o tempo, uma parte do mobiliário original tenha desaparecido e o interior tenha sido “funcionalizado”. O mesmo foi conseguido na Perfumaria Pompadour, com projecto de interiores de Raúl Lino (agora Swarovski /Rua Garret ) assim como na farmácia Normal na Rua da Prata.

Isto serve apenas para ilustrar que, embora estes processos tenham conhecido avanços e recuos paradoxais e inexplicáveis, existe uma base de conhecimento já considerável e aproveitável.

Um bom exemplo destes paradoxos constitui a recusa de classificação, por parte do IPPAR neste período, da Ourivesaria Aliança, juntamente com outros importantes estabelecimentos que constavam nos dossiers completos desenvolvidos pelo Núcleo dos Estudos do Património da CML.

No entanto, posteriormente, sobre a pressão da Opinião Pública e Comunicação Social, Manuel Salgado exigiu e garantiu a preservação deste notável e insubstituível estabelecimento.

A vigilância e o contacto entre os interessados é portanto fundamental.

Mas, e aqui chego ao objectivo deste artigo, há que manter objectividade e pragmatismo nos objectivos imediatos.

O acontecimento mais importante no que respeita a salvaguarda concreta perante a ameaça progressiva que constitui a Lei das Rendas, tomou lugar no Porto no Hotel Intercontinental, numa conferência intitulada Reabilitar para Revitalizar (PÚBLICO 20/09/2014) onde Rui Moreira exprimiu as suas preocupações de forma confrontadora perante uma assembleia de empreendedores e proprietários, ameaçando chegar ao ponto de expropriar edifícios, caso os insubstituíveis estabelecimentos históricos instalados no mesmos fossem ameaçados e consequentemente extintos, pelo aumentos das rendas.

Ora, finalmente, os proprietários das Lojas Tradicionais encontraram-se em Lisboa, e estabeleceram contacto através de uma plataforma de “cidadania”.

Se isto fizer algum sentido será, não apenas na troca de informações e de postais “culturais”, ficando “entretidos” num circulo inefectivo, enquanto a espada ameaçadora da Lei das Rendas continua a descer sobre as suas cabeças, mas precisamente numa acção coordenada e sistemática de forma a levarem Medina e Salgado a tomarem uma posição explícita e pública de compromisso na defesa das Lojas Tradicionais, perante a ameaça crescente para a sua existência e sobrevivência, que a Lei das Rendas constitui.

Historiador de Arquitectura


Redução do défice foi feita com “medidas que não são sustentáveis”


Redução do défice foi feita com “medidas que não são sustentáveis”
A presidente do Conselho de Finanças Públicas, Teodora Cardoso, acredita que Portugal vai sair do procedimento por défice excessivo este ano, mas receia que, tal como aconteceu no passado, possa reentrar novamente

VÍTOR COSTA (Público) e GRAÇA FRANCO (Renascença) Renascença 2 de Março de 2017, 6:41

Teodora Cardoso duvida da sustentabilidade das medidas que o Governo usou para conseguir reduzir o défice de 2016 para uns surpreendentes 2,1% do produto interno bruto (PIB). “Até certo ponto, houve um milagre”, diz a presidente do Conselho de Finanças Públicas. A economista diz mesmo que a incerteza em relação à sustentabilidade da redução do défice, aliado a um passado de saída e posterior reentrada em défice excessivo, leva os mercados a não valorizar os resultados alcançados em 2016.

No final do ano passado, dizia que atingir o défice proposto pelo Governo era uma questão de fé. Houve um milagre?
Até certo ponto, houve. Até ao final do primeiro semestre [as informações], não iam no sentido de haver um grande entusiasmo no sentido de cumprir as regras. Havia aquela ideia de que, repondo os salários, a procura interna subiria, que isso arrastaria o crescimento da economia, o que por seu turno resolveria o problema do défice. Desde o início dissemos que isso não ia acontecer. O simples facto de aumentar salários, normalmente, reflecte-se mais em aumento de importações do que na actividade económica interna e, por consequência, isto não iria resolver o problema do Orçamento. Houve a meio do ano uma alteração muito importante, que foi a actuação da Comissão Europeia, pondo inclusivamente a hipótese de sanções, nomeadamente a perda de acesso a fundos europeus. E esta mudança levou a uma alteração muito profunda da política.

Houve um plano B?
Não houve plano B, mas houve medidas. Mas, como não houve um plano e não houve realmente a assunção dessas medidas, houve todo um período em que era muito difícil avaliar o que estava na cabeça do Governo. E o que estava na cabeça eram algumas coisas que depois se verificaram, uma delas foi o Peres [Programa Especial de Redução do Endividamento ao Estado], que teve uma importância muito grande, mas que...

Uma receita extraordinária de impostos.
Uma receita extraordinária que teve um impacto importante. E houve cortes da despesa muito profundos, nomeadamente no investimento público, que no início do ano iria ser um dos motores do crescimento e que na realidade foi o motor da quebra das despesas e também de compressão de despesas.

Dizia que esse tipo de medidas correspondia a pôr um tecto em cima de uma panela e era susceptível de aumentar a pressão, um dia haveria de explodir. Estamos à beira dessa explosão?
O problema está em que isto não é sustentável. Este tipo de medidas não são sustentáveis. O que resolve o problema da despesa pública é uma reforma que tenha efeitos a médio prazo de melhor gestão das despesas, de qualidade das despesas e de ganhos de eficiência. Nunca fizemos esse esforço no passado, portanto, há-de haver espaço para ganhos de eficiência. Agora, isto não se pode fazer em seis meses, exige uma programação, exige uma forma de actuar diferente, que está, aliás, prevista na nova lei de enquadramento orçamental.

O resultado vai ser suficiente para conseguirmos sair do procedimento por défice excessivo (PDE) este ano?
O défice do ano passado já está visto que ficará abaixo dos 3%, a Comissão Europeia já o disse, o Fundo Monetário Internacional já o disse, portanto, quanto a isso, não há dúvidas. Por outro lado, as perspectivas [que estes organismos também já publicaram] também vão nesse sentido. Portanto, em princípio, vamos sair do PDE, a minha dúvida aí é outra. Como já tenho dito, levámos toda a década de 2000 a entrar e a sair do PDE. Entrámos em 2002, saímos em 2004 e reentramos em 2005; saímos em 2008, reentramos em 2009. Ora bem, espero que não seja assim. E é aí que está o problema: é que se o esforço é todo feito no sentido destas medidas pontuais não sustentáveis, dirigidas a um determinado ano, conseguirmos controlar o défice, mas, se logo a seguir já estamos livres do PDE e voltamos a fazer despesas, caímos outra vez.

Uma dessas despesas, as de investimento, vão ser relançadas.
Vai ser relançado e vêm os fundos europeus. Mais uma vez e mais uma vez, tenho um problema. Vamos ver se vamos criar um sistema de governance do investimento público que não nos volte a colocar os problemas que já tivemos no passado. Há uma mudança de formas de gerir as finanças públicas que se impõe e impõe-se porque já não temos espaço para nos endividarmos mais. E isto no passado foi sempre acontecendo porquê? Porque nós não cumpríamos os limites, porque tínhamos financiamento. Com esse financiamento, chegámos aos 130% de rácio da dívida.

Uma meta não cumprida.
Esse no fundo é o nosso problema, um problema que nos fragiliza em termos de políticas futuras e de capacidade de financiamento futuro. Mas que nos fragiliza se não fizermos as alterações estruturais que se impõem.

Isso está na lei do enquadramento orçamental que já foi aprovada em 2015. Agora, finalmente, o Governo pôs em andamento a unidade de implementação da Lei de enquadramento…

Mas ainda tem um prazo até 2018?
Quando o prazo de três anos foi definido em 2015, já era curto e agora está reduzido a metade.

Nada foi feito desde 2015 nessa matéria?
A implementação através dos serviços públicos não está ainda feita. A coisa mais importante que se fez foi o novo plano de contas das administrações públicas, que está feito e está a começar a ser implementado, mas que exige um trabalho completamente diferente, em matéria de contas públicas e de capacidades inclusivamente diferentes dos serviços.

Onde vamos encontrar mais crescimento económico?
Aí é evidente que há outro problema, que está ligado com este, que é o problema de tratarmos sempre o orçamento como uma coisa à parte da política económica. Mesmo os impostos são tratados como uma fonte de receita. Isto tem muito que ver, por exemplo, com o investimento e não é tanto o problema dos impostos, das taxas do imposto, o que os investidores se queixam é muito mais da complexidade e da instabilidade da nossa política fiscal. Essa instabilidade está exactamente ligada a toda a instabilidade orçamental. Vêm os apertos e lá sobem os impostos, claro. Portanto, esse é um dos aspectos. Integrar na política orçamental a política económica. Depois, temos de pensar na política económica como uma política que tem de olhar para o exterior, para a competitividade, para conseguirmos ter crescimento da economia. O nosso mercado não sustenta o crescimento da economia, a não ser nas coisas que já esgotámos, como construção, mas nós vamos construir mais ainda? E o que é que a construção dos deixou? Uma enorme dívida e, portanto, convém não continuar por esse caminho. As empresas exportadoras têm essa visão do mercado externo. Agora isto tem de ser muito mais incentivante. Ora bem, isso implica um tipo de política económica diferente e sobretudo muito menos dependente das despesas públicas.

Temos tido estes resultados, um pouco melhores de redução do défice, saldos primários positivos, mas os mercados continuam a não os valorizar. É porque estes resultados são artificias?
Não é tanto serem artificiais, é esta incerteza quanto ao grau em que são sustentáveis. O que disse a respeito do PDE, de entrarmos e sairmos. Isso, junto com a forma como o próprio ano de 2016 foi gerido, leva a que haja expectativa. Vamos esperar para ver se efectivamente entramos noutra trajectória e se, nessa altura, os mercados reagirão positivamente, mas para já estão na expectativa.

Estamos numa situação em que, se não fosse o Banco Central Europeu (BCE), estaríamos muito próximos daquilo que foi 2010 e 2011?
Em parte, sim; porque é evidente que a política do BCE foi extremamente importante para termos acesso a financiamento. Mas diria que apesar de tudo há uma grande diferença. Desde 2011 fizemos muitas alterações. Não estamos de todo na posição da Grécia. Há várias coisas que em Portugal se alteraram profundamente neste período. Desde logo, alterou-se precisamente a perspectiva de que precisamos de ter uma política de finanças públicas diferente. Agora, a questão está na continuidade deste processo. E aí, durante este período, foi muito importante o BCE, mas não podemos contar com o BCE eternamente.


Why is Russia still in love with Putin?



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Established politicians the world over are facing crises of confidence with their electorates. But 17 years after he took charge of Russia, Vladimir Putin’s approval ratings are still high. Shaun Walker visits Irkutsk in Siberia to investigate why, despite their lives being tough, Russians still believe in Putin

Westminster attack: police scramble to piece together past of London killer



Westminster attack: police scramble to piece together past of London killer
Met police seek to establish if Khalid Masood, who had violent criminal history, acted ‘totally alone’ or had support


Vikram Dodd and Alice Ross
Saturday 25 March 2017 00.08 GMT First published on Friday 24 March 2017 09.13 GMT

Counter-terrorism investigators have been investigating Khalid Masood’s life and associations across Britain as they raced to discover what led him to kill four people and injure more than 50 in Wednesday’s murderous attack in Westminster.

A joint investigation by Scotland Yard’s counter-terrorism command and MI5 led to new arrests on Thursday in London, Birmingham and Manchester with two people still in custody, while properties were searched in Wales and southern England.

Police want to discover if Masood, who was shot dead by armed police, was encouraged, supported or directed in the atrocity. The 52-year-old mowed down people in the heart of London then stabbed a police officer to death as he tried to burst into the Palace of Westminster.

The Guardian understands detectives are scouring large amounts of CCTV camera footage to see if there is any recording of Masood scouting the Westminster area before the attack.

They are also using camera records and automatic number plate recognition technology to see if they show his car in the area, when Masood could have been working out where the best place to run people over might have been and what weak points there were in Palace of Westminster security in the run-up to the attack. They will also repeat the same time-consuming lines of inquiry to see if a possible accomplice may have done the same.

Two minutes before the attack started at about 2.40pm on Wednesday, Masood used the WhatsApp communications app on his mobile phone, although it is not known why.

On Friday police named Masood’s fourth victim as 75-year-old Leslie Rhodes. Two people remained in a critical condition in hospital.

MI5 is urgently trying to discover how someone could come to believe in Islamic State’s violent ideology and hatch a murderous plot against high-profile targets to gain worldwide attention, all without the domestic security service having any idea it was coming.

Fresh details about Masood’s life have emerged. He had a 20-year history of offending that saw him jailed at least twice. He had converted to Islam more than a decade ago, and used several names during his life, having been born as Adrian Elms and brought up as Adrian Ajao before adopting a Muslim name.

So far, police believe he acted alone when he drove a hired car into civilians on Westminster Bridge before running into the grounds of parliament and stabbing a police officer to death. It emerged that on the eve of the attack he had checked into a Brighton hotel under his own name. The hotel manager said that Masood had been “laughing and joking”.

Mark Rowley, Britain’s top counter-terrorism officer, said: “Whilst there is no evidence of further threats, you will understand our determination to find out if he either acted totally alone inspired by terrorist propaganda or if others have encouraged, supported or directed him.”

He described as “significant” two arrests made in Manchester and Birmingham.

Since the attack, police have arrested 11 people on suspicion of preparing terrorist acts. On Friday they released eight without charge, having eliminated them from their inquiries, and one woman was released on Thursday on bail. The two in custody are a 58-year-old man and a man aged 27, both arrested on Thursday in Birmingham.


An address searched by police in Carmarthenshire, Wales, is believed to be a farmhouse, belonging to his mother.

With key questions unanswered about the man who inflicted the worst mass casualty terrorist attack on Britain in more than a decade, Rowley said investigators needed help from the public.

“We remain keen to hear from anyone who knew Khalid Masood well; understands who his associates were; and can provide information about places he has recently visited,” he said.

“There might well be people out there who did have concerns about Masood but weren’t sure or didn’t feel comfortable for whatever reason in passing information to us.”

The man described by Isis propagandists as a “soldier” in their campaign of violence was born Adrian Elms, and the Guardian has established he grew up in Tunbridge Wells, Kent, with two half-brothers.

But in 2000 he was jailed for grievous bodily harm after stabbing a man in the face following a row that was reported at the time to have had racial overtones. After being released from jail he attacked someone else and was imprisoned again.

Seventeen people are still being treated for their injuries in five London hospitals. Two of those are in critical condition, according to the Metropolitan police, with one person’s injuries considered life-threatening. One police officer struck on the bridge, 35-year-old PC Kris Aves, is feared to have suffered severe injuries.

More than 50 people, of at least 12 nationalities, were injured in Masood’s attack on Westminster Bridge. Of these, 31 initially required hospital treatment.

One woman rescued from the Thames, Andreea Cristea, 29, from Romania, was in London with her fiance, who had been planning to propose to her. Masood’s car struck her, throwing her into the river. She underwent an emergency operation for a blood clot on the brain.

Prince Charles visited some of the injured in hospital as police named the fourth dead victim of Masood’s attack. Rhodes, of south London, died in hospital overnight from his injuries sustained on Westminster Bridge. The others killed in the attack were PC Keith Palmer, 48, who was fatally stabbed by Masood inside the parliamentary gates; Kurt Cochran, 54, an American tourist, and Aysha Frade, 43, a London teacher. An internet fundraising appeal for Palmer’s family has raised more than £600,000.

Past terrorist attacks in Britain have led to debates about new laws or initiatives to counter the lure that violent jihad has for a small number of British based people.

Pent-up anger among law enforcement and government has spilled over, with Downing Street demanding social media companies do more to expunge extremist material from the internet. The prime minister’s spokesman said firms such as Facebook and Google “can and must do more” to remove inflammatory material from the web and that it was up to them to respond to public concern.

“Social media companies have a responsibility when it comes to making sure this material is not disseminated and we have been clear repeatedly that we think that they can and must do more,” the spokesman told journalists.

“We are always talking with them on how to achieve that. The ball is now in their court. We will see how they respond.”


In the aftermath of the attack, hundreds of people were rushed into Westminster Abbey, which was used as a sanctuary in case of further attacks. On Friday the archbishop of Canterbury and Muslim leaders were among those who joined an interfaith service to remember the victims of Masood.

Trump blames Democrats for stunning failure to repeal Obamacare





Trump blames Democrats for stunning failure to repeal Obamacare
Weeks of negotiations over American Health Care Act fail to build a GOP consensus, forcing president to pull legislation from House vote

Ben Jacobs and David Smith in Washington
Saturday 25 March 2017 01.36 GMT First published on Friday 24 March 2017 19.41 GMT

Donald Trump suffered a major legislative reversal on Friday as Republicans were forced to pull their repeal of the Affordable Care Act from the House floor.

After weeks of contentious negotiations over the American Health Care Act (AHCA), Republicans had to admit defeat as they could not gain sufficient support from their own side for the plan to overhaul US health insurance.

Speaking afterward in the Oval Office, Trump blamed Democrats for the failure of a bill to repeal the signature achievement of Barack Obama. “If [Democrats] got together with us, and got us a real healthcare bill, I’d be totally OK with that. The losers are Nancy Pelosi and Chuck Schumer, because they own Obamacare. They 100% own it,” he said.

Trump refused to bash the House speaker, Paul Ryan, but declined to answer a question about policy changes he would like to see in health reform. Instead, he said he was ready to move on to tax reform, saying: “We’re probably going to start going very strongly on big tax cuts. Tax reform that will be next.”

He added: “We all learned a lot. We learned a lot about loyalty.”

Earlier on Friday, as it became clear that Republican resistance to the bill was hardening, Ryan went to the White House to tell Trump in person that he did not have the votes to pass the bill.

The White House press secretary, Sean Spicer, had insisted the vote would go ahead at 3.30pm ET. “Has the team put everything out there, have we left everything on the field? Absolutely,” he told reporters at his daily briefing. “But at the end of the day this isn’t a dictatorship and we’ve got to expect members to ultimately vote how they will according to what they think.”

President ‘pulled out every stop’ to pass healthcare bill, Spicer says
However, Spicer’s imagined 3.30pm deadline slid by, ignored by Republicans on Capitol Hill, and the first reports emerged that Trump had asked for the vote to be pulled. Minutes later House Republicans, short of votes, had withdrawn the health bill.

At a press conference soon afterward, Ryan admitted: “Moving from an opposition party to a governing party comes with growing pains and, well, we’re feeling those growing pains today. I will not sugarcoat this: this is a disappointing day for us.”

He said “doing big things is hard” and conceded that after almost a decade of saying no to everything in opposition, the Republicans had failed to come together and agree on something they have opposed for seven years. “We are going to be living with Obamacare for the foreseeable future,” he said.

Ryan said he had recommended the bill be pulled when he realized the votes were lacking. But he praised Trump’s role in the negotiations, adding: “The president gave his all in this effort; he’s really been fantastic. Still, we’ve got to do better and we will.”

Asked how Republican members could now go back to their constituents having failed to keep their promise, Ryan replied: “That’s a really good question. I wish I had a better answer for you.”

Separately, a Washington Post reporter described a call with Trump in which he said the bill would not return any time soon.

Ryan also conceded that Republicans would now move on to other priorities – securing the border, rebuilding the military and tax reform. “Now we’re going on to move on with the rest of our agenda because we have big, ambitious plans to improve people’s lives in this country.”

Although speculation had grown on Friday afternoon that the bill would be pulled, the announcement came as a surprise to Republican members.

An emergency meeting of the House Republican Caucus was called shortly before the scheduled vote. As it was announced, the House went to recess, with Democrats shouting in a taunting manner, “Vote, vote, vote”, daring Republicans to bring the bill up. They did not.

In a short meeting, Ryan announced that the bill was being pulled from the floor in a terse statement to members.

Many moderates in swing districts were wary of supporting the legislation, which included major cuts to Medicaid and was estimated by the non-partisan Congressional Budget Office to lead to 24 million fewer Americans having health insurance over the next 10 years.

Conservatives also objected to the legislation for keeping too much of the architecture of the Affordable Care Act (ACA), frequently referred to as Obamacare. Although the Republican leadership made a major concession to them on Thursday by removing the federal mandate that health insurance plans cover “essential health benefits” such as maternity care and mental healthcare, this was not enough to win them over.

As the Nevada Republican Mark Amodei put it, the GOP caucus “didn’t spend a lot talking about a unified Republican vision for what we should do with healthcare in the House”. Paul Gosar, a member of the hard-right Freedom Caucus, which was instrumental in this setback, pointed a finger at White House staff.

The result is a major political blow to Paul Ryan, a healthcare policy specialist who led the effort in pushing the AHCA. It also leaves Trump in a vulnerable position. The president ran on a platform of repealing the “disaster” of Obamacare and replacing it with “something terrific”. However, Trump, author of the Art of the Deal, failed to accomplish that goal in his first major attempt to negotiate on Capitol Hill.

Nancy Pelosi, the House minority leader, called Friday “a great day for our country”, adding: “What happened on the floor was a victory for the American people.”

The Senate Democratic leader, Chuck Schumer, said in a statement: “Ultimately, the Trumpcare bill failed because of two traits that have plagued the Trump presidency since he took office: incompetence and broken promises. In my life, I have never seen an administration as incompetent as the one occupying the White House today.

“They can’t write policy that actually makes sense, they can’t implement the policies they do manage to write, they can’t get their stories straight, and today we’ve learned that they can’t close a deal, and they can’t count votes.

“So much for The Art of the Deal.”

Members of the Republican caucus took different lessons from the failure to even bring the AHCA to the vote.

Louie Gohmert of Texas, an arch-conservative who was opposed to the bill, pointed fingers at House leadership, which he implied had left both rank and file and Trump boxed in with no alternative.

“The president didn’t really get involved until after they created this bill and he was fighting for it,” Gohmert said.

Bradley Byrne, a loyal Republican from southern Alabama, expressed his readiness to still vote for the AHCA after it was pulled. He mourned the fact that House Republicans fell just short, in his opinion. “There were 200 plus ... ready to do whatever it takes and ... with that group of people we can do a lot,” said Byrne. He didn’t blame anyone for the setback, praising both Ryan and Trump, who he described as doing a “great job”.

Republicans wondered whether this doomed any hope of healthcare reform. Gohmert seemed to sympathize with Trump’s desire to move on to tax reform, adding: “If I were president, I wouldn’t deal with healthcare any more, but as a legislator it is a problem and we should pick it back up and do it right.”


Speaking before the bill was pulled, the North Carolina congressman Mark Walker, chair of the Republican Study Committee, told reporters: “I can’t pretend that this is a win for us. I’m sure our friends on the left, this is a good moment for them. In fact, probably that champagne that wasn’t popped back in November may be utilized this evening.”

sexta-feira, 24 de março de 2017

Ainda não há data para reabrir o viaduto de Alcântara


Ainda não há data para reabrir o viaduto de Alcântara
Os trabalhos de reparação já terminaram e a avaliação final vai ser feita por fases.

JOÃO PEDRO PINCHA 23 de Março de 2017, 13:59 actualizado a 23 de Março às 20:31

Ainda não há uma data concreta para que o trânsito seja retomado no viaduto de Alcântara, no sentido da Avenida de Ceuta para a zona portuária, em Lisboa. "Será feita nos próximos dias uma vistoria técnica às condições de circulação no tabuleiro", informou a câmara municipal em comunicado divulgado ao fim da tarde desta quinta-feira.

De manhã, o vereador da Protecção Civil explicou que já só faltava "fazer uma avaliação final" e que a mesma iria acontecer ainda durante o dia de quinta, mas a situação mudou. "A entidade contratada para fazer a vistoria, que foi a empresa responsável pelo projecto de reabilitação do viaduto em 2005, vai efectuar a vistoria por fases", esclarece o comunicado, que conclui sem definir prazos: "Quando este trabalho conjunto estiver terminado será reposta a circulação rodoviária no tabuleiro do viaduto."

Depois de, na madrugada de quarta-feira, ter havido "uma deslocação da estrutura" — provavelmente causada pelo embate de um camião, segundo a autarquia —, foram feitas reparações durante toda a noite que obrigaram ao corte parcial do tráfego automóvel. O trânsito foi plenamente restabelecido na Avenida da Índia pelas 11h desta quinta-feira e os comboios da Linha de Cascais já circulam normalmente, disse o vereador Carlos Castro.


A última vez que estes viadutos tiveram obras de fundo foi em 2005, quando o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) divulgou um relatório em que referia a falta de “segurança para a circulação rodoviária de pesados” – veículos que usam estes viadutos frequentemente, uma vez que é em Alcântara que está situado um dos terminais de contentores de Lisboa. “A segurança fica bem garantida. O viaduto fica em condições de ficar aqui mais 30 anos, mas eu espero que isso não aconteça”, disse Santana Lopes, então presidente da câmara, no fim das obras.

Assembleia Municipal quer videovigilância contra o tráfico de droga na Almirante Reis


Assembleia Municipal quer videovigilância contra o tráfico de droga na Almirante Reis
POR O CORVO • 24 MARÇO, 2017 •

A Assembleia Municipal de Lisboa (AML) deverá propor, após discussão em plenário prevista para a próxima terça-feira (28 de março), a adopção, “a curto prazo”, do sistema de videovigilância na Avenida Almirante Reis e nas suas imediações, como forma de ajudar a combater o tráfico de droga e a sensação de insegurança a ele associada. Um problema com especial incidência junto ao cruzamento com a Rua do Anjos. O pedido feito à Câmara Municipal de Lisboa (CML) consta do relatório elaborado pelas sexta e oitava comissões permanentes daquele órgão, em resposta a uma petição de residentes alertando para o problema, recebida pela assembleia no final do ano passado. Além do recurso a câmaras vídeo, pede-se a criação de uma equipa de coordenação entre parceiros locais e ainda o reforço do policiamento.

A petição lançada no verão de 2016, e que recolheu 260 assinaturas, alerta para uma situação que terá especial incidência entre os números 13 e 23 da avenida. Segundo a mesma, a venda e consumo de droga ocorrem todos os dias à vista de toda a gente. “Após várias tentativas e chamadas para a PSP da Rua da Palma, até agora nada surtiu efeito para acabar com esta situação. Chamamos a atenção que nesta zona muito movimentada (sic) por turistas, crianças e adultos moradores, estamos cansado de enfrentar situação diariamente”, escreve-se ainda no curto texto da petição. Entregue na assembleia em outubro, a sua análise e discussão foi delegada por Helena Roseta, presidente da AML, na sexta comissão (Ordenamento do Território, Urbanismo, Reabilitação Urbana, Habitação e Desenvolvimento Local) e na oitava comissão (Direitos Sociais e Cidadania).

Das reuniões conjuntas, em que foram ouvidos várias pessoas, resultou uma recomendação que apenas não foi acompanhada pelo partido Pessoas Animais e Natureza (PAN), precisamente por manifestar sérias reservas sobre a adopção do sistema de videovigilância. Em causa estão não apenas as questões relacionadas com a alegada falta de garantias de preservação da privacidade de moradores e de transeuntes – alegando o partido que se poderá criar uma situação de “devassa”, para a qual tem alertado a Comissão Nacional de Protecção de Dados -, mas também as dúvidas sobre a real eficácia da utilização de tal tecnologia como forma de dissuadir o tráfico de estupefacientes. O PAN faz notar que não foram sequer entregues à assembleia os resultados de tal instalação do sistema no Bairro Alto.

Nas audições realizadas sobre o assunto, o primeiro signatário alertou para a crescente sensação de insegurança, salientando que, “repetidas vezes, se encontram indivíduos a consumir droga na rua e até nos átrios e escadas dos prédios, causando alarme entre a população, que se sente insegura e não encontra soluções para o problema junto das entidades competentes”. No relatório, pode ler-se ainda que, na opinião dos peticionários, “existem também alguns cafés e bares da zona que servem de local para o tráfico”. Os problemas relacionados com o fenómeno foram reconhecidos também pela presidente da Junta de Freguesia de Arroios, Margarida Martins (PS), e pelos representantes das forças policias. O intendente da PSP, Luís Moreira, além de confessar preocupação pela diminuição do efectivo policial na capital, mencionou que a crescente despenalização do consumo não permite prender portadores de pequenas quantidades – por regra consideradas, precisamente, “para consumo”.

Nas considerações finais, e antes das recomendações, os autores do relatório apontam para a importância de não comprometer o trabalho de reabilitação da zona do Intendente, iniciado durante o mandato de António Costa à frente da CML, que chegou a ter gabinete num edifício do largo. “Nessa altura e no âmbito de vários programas, foi realizada uma intervenção não só urbanística, como social que não deve ser interrompida. Importa agora dar continuidade ao trabalho desenvolvido e não deixar que a droga volte a ser um problema neste local. Se, no passado, foi possível resolver o problema, então, certamente, a sua resolução está ao alcance dessas entidades”, escreve-se.


Texto: Samuel Alemão